Síndrome de Estocolmo

Conheça um pouco mais sobre esse problema psicológico que afeta vitimas de intimidações ou casos de sequestro em todo o mundo desde a antiguidade

Artigo publicado por Roberto Magalhães nas categorias: Doenças

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A Síndrome de Estocolmo é um problema psicológico que acomete pessoas que sofreram a longos períodos de intimidação e passa a transmitir simpatia, amizade ou até mesmo amor pelo agressor. A necessidade, que inicialmente é inconsciente, tornou-se conhecida durante um assalto à banco realizado em agosto de 1973, quando quatro reféns se “apaixonaram” pelos sequestradores. Tal situação também era bastante comum na época da escravidão, entre os escravos e seus senhores. Escravos passavam a admirar seus senhores e os protegiam em qualquer situação. Tudo isso se resumia ao medo e se desencadeava em atitudes inconscientes devido à sensação de proteção vivida por eles em relação aos senhores.

O problema faz com que pessoas em cárcere privado sintam afeto na  existência de uma relação de poder e coação, mesmo que tenha a vida oua  integridade física ameaçadas durante um longo tempo de exposição a essa situação. Ou seja, ela está coagida, ameaçada e ainda gosta disso.

mulher com síndrome de estocolmo

Sintomas

Nesses casos,  a vítima evita comportamentos que não agradem seu algoz e ao mesmo tempo, inconscientemente, passa a reproduzir atos gentis, educados, ou mesmo de não violência como indícios de uma suposta simpatia da parte dele a ela. Tal identificação permite a desvinculação emocional da realidade perigosa e violenta a qual está sendo submetida. A vítima passa, então, a encarar o agressor com simpatia e até mesmo com amizade. Os sintomas são inconscientes e, segundo especialistas, ocorrem devido à sensação da vítima de que ela está sendo protegida. As atitudes ocorrem de maneira inconsciente, por conta da luta do acometido que trata o caso como uma questão de sobrevivência.

Diagnóstico

O diagnóstico para esse tipo de quadro é feito com a análise dos sinais e o acompanhamento médico e psicológico da vítima. Tal distúrbio pode ser detectado em uma conversa com o paciente para se entender o verdadeiro sentimento do acometido.

O processo da síndrome pode ser diagnosticado após sessões de terapias ou consultas com psicólogos.

Prevenção

Não há maneira de e prevenir do distúrbio, mas o primeiro passo para se livrar do problema é a consciência de que as atitudes de simpatia pelo agressor é somente por conta de sua sobrevivência.

Deve-se manter a calma para evitar que o problema se torne mais grave e traga transtornos cerebrais ainda mais graves.

mulher em cativeiro

Evitar situações de risco, que abalem ou mecham muito com o psicológico, também diminuem os riscos do acometimento por tal distúrbio psicológico.

Tratamento

O tratamento para o quadro é feito basicamente com acompanhamento médico. Médicos especialistas, psicólogos e psiquiatras devem acompanhar o tratamento.

Em alguns casos pode ser indicada a ingestão de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos para a contenção e diminuição dos sintomas causados pelo pânico vivido pela vítima. Deve-se manter, sempre, a consciência em relação ao ocorrido e evitar fantasias que possam comprometer os pensamentos do paciente.

Ler, se alimentar bem e praticar exercícios físicos regularmente são ótimas dicas para quem deseja se livrar de um caso de Síndrome de Estocolmo.

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