Síndrome do Ovário Policístico

Conheça uma pouco mais sobre as verdadeiras causas e consequências desse problema que acomete entre 20% e 30% das mulheres do mundo

Artigo publicado por Roberto Magalhães nas categorias: Doenças

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A doença conhecida como Síndrome do Ovário Policístico acontece em decorrência de um desequilíbrio dos hormônios sexuais femininos. Tal desequilíbrio pode ocasionar alterações no ciclo menstrual, alterações na pele, dificuldade para engravidar e o parecimento de pequenos cistos nos ovários. Os ovários são os órgãos femininos que produzem hormônios sexuais e que alojam os óvulos.

A Síndrome do Ovário Policístico é caracterizada pelo aparecimento de pequenas bolsas com material líquido ou semissólido nos ovários. Essas bolsas contendo os cistos ocorrem por conta do desequilíbrio entre os hormônios sexuais no ovário. Na Síndrome do Ovário Policístico os óvulos que normalmente são liberados pela mulher durante seu ciclo menstrual não conseguem amadurecer e se transformam em pequenos cistos.

ovários

A doença ocorre com maior frequência em mulheres na faixa dos 30 e 40 anos, mas mulheres de outra idades, principalmente na adolescência também podem ser acometidas. A herança genética também é um dos fatores que contribuem para o acometimento pela síndrome.

Sintomas

As alterações menstruais, ou seja menstruações não espaçadas, desreguladas ou com falhas são os primeiros e principais sintomas da Síndrome dos Ovário Policístico. Mulheres acometidas pela doença costumam menstruar poucas vezes no ano, desenvolver mais hormônios masculinos e desenvolver acnes. O aumento no desenvolvimento dos hormônios masculinos provocam ainda aumento de pelos na região da face, nos seios e no abdome.

Pacientes deste doença também podem desenvolver a obesidade, tamanho reduzido dos seios, hipertrofia do clitóris e o aparecimento de manchas escuras nas axilas, no pescoço e em outras dobras do corpo.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito basicamente com a avaliação dos sintomas apresentados pelo paciente. Porém, exames de sangue, que conseguem detectar as alterações hormonais que estão ocorrendo no organismo, também podem ajudar.

Existem ainda exames pélvicos, que conseguem observar o dilatamento do clitóris e dos ovários, e exames de imagem como a ecografia vaginal e a laparoscopia que também ajudam no diagnóstico seguro. Em alguns casos, pode ser necessária a feitura de biópsia para analisar o ovário.

Prevenção

Não existem maneiras seguras para se prevenir da Síndrome do Ovário Policístico, porém há atitudes que podem reduzir significativamente os sintomas. O primeiro passo para se prevenir é consultar regularmente o seu ginecologista. Exames ginecológicos conseguem prevenir uma série de problemas pelos quais a mulher pode ter de passar.

Controlar o peso, se alimentar bem e praticar exercícios físicos também reduzem bastante as chances de desequilíbrio dos hormônios.

aparelho reprodutor feminino

Tratamento

O tratamento dessa doença tem o objetivo de atacar e reduzir os sintomas apresentados pela paciente. A perda de peso é parte fundamental do tratamento que também inclui a ingestão de pílulas anticoncepcionais que ajudam no equilíbrio hormonal.

Em casos mais graves, quando há problemas de infertilidade, é recomendado que se toma uma substância chamada clomifeno, um agente que induz a ovulação da mulher.

Todo o tratamento deve ser seguido à risca e feito sempre sob acompanhamento médico.

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